As noites de sexta-feira começam com um concerto que dá o mote à jam session, aberta a todos os músicos que queiram vir participar neste movimento. Ligado à tradição como ponto de partida para os diversos percursos da música improvisada e do jazz contemporâneo, este encontro semanal é um ritual antigo, sempre novo, sempre diferente.

Rui Catarino Guitarra

João Fragoso Contrabaixo

João Alves Bateria


Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem Jam hosted by Rui Catarino

Do imaginário do contrabaixista espanhol Pedro Molina surge este projeto em parceria com jovens músicos da sua geração, distinguido em 2023 com o prémio para “Melhor Ensemble” no 3º Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro. “À Procura” é a estreia dos seus registos discográficos enquanto líder e debruça-se sobre a observação do seu próprio mundo, de quem o rodeia e das emoções que pontuam um percurso de adaptação a uma nova cidade, à cultura, ao clima e às novas vivências que proporciona. A busca - e tudo aquilo que se descobre entretanto - serão os pontos de partida para a narrativa que poderemos escutar neste concerto.

Filipe Dias Guitarra

Miguel Meirinhos Piano

Gonçalo Ribeiro Bateria

Pedro Molina Contrabaixo e composições

Filipe Dias - guitarra

FAUP

Via Panorâmica Edgar Cardoso 215, 4150-564 Porto


Entrada Livre

Iacopo Teolis é um trompetista e compositor de 25 anos, natural de Roma, vencedor dos prestigiados prémios italianos ‘Young Visionary 2023', 'New Jazz Generation 2024’ e faz parte da ‘Young Talents National Jazz Orchestra'. Na adolescência, Teolis estudou com Carlo Conti, Pietro Lussu, Francesco Fratini, Daniele Tittarelli e Francesco Lento, entre outros, continuando os seus estudos como mestre na 'Universidade de Jazz de Siena', onde se formou com as melhores classificações em 2023. Após receber uma bolsa de estudos para o programa de mestrado da Universidade de Jazz de Siena, escolheu prosseguir os estudos com Ambrose Akinmusire, Jeff Ballard, Philip Dizack, Ralph Alessi e Dave Douglas. Iacopo participou em sete edições da Siena Jazz Summer Workshop, onde teve a oportunidade de estudar com alguns dos melhores músicos de Jazz a nível mundial, ganhando várias bolsas, como uma residência no San Leo Music Fest com Joe Sanders. Iacopo representou a Universidade de Jazz de Siena na 33ª reunião da I.A.S.J. em Helsínquia, onde foi orientado por Dave Liebman, e faz parte da próxima turma de Mestrado em Artes de 2024 na Royal Academy of Music em Londres.

Teolis é um membro ativo de vários projetos em Roma e Itália hoje, tais como RusticaXBand, Orchestra Giovanile di Jazz (OGJ), BENG!band, Wasted Generation, Metropolitan Jazz Orchestra (MeJO), e Young Talents National Jazz Orchestra (ONJGT).

Duarte Ventura é um vibrafonista e compositor de jazz de 23 anos, residente em Lisboa.

Em 2015 começou a estudar vibrafone na vertente jazz no Curso Profissional de Instrumentista de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra. Após os três anos do curso, é admitido na Escola Superior de Música de Lisboa, instituição que lhe permitiu ter aulas com músicos de renome nacional e internacional, como Jeffery Davis, André Fernandes, João Moreira, Afonso Pais, entre outros.

A sua formação também passou pela participação de aulas e masterclasses com Ohad Talmor, Dan Weiss, Miles Okazaki, Jacob Sacks, Sara Serpa, Matt Pavolka, Kevin Hays, entre outros.

Participou nas últimas duas edições de “Seminário Internacional de jazz Alhaurin de la Torre” onde teve aulas e masterclass com David Kikoski, Leo Genovese, Joe Farnsworth, Joel Frahm, entre outros. Participou também no workshop “Som Crescente” liderado pelo trompetista Peter Evans e o acordeonista João Barradas e em duas edições do “Begues Jazz Camp” onde frequentou aulas e masterclasses com Jorge Rossy, Bill McHenry, Steve Cardenas, Michael Kanan, entre outros. Representou a Escola Superior de Música de Lisboa no IASJ 2023 em Helsínquia onde frequentou aulas e masterclasses de Aaron Goldberg e Jukkis Uotila. Atualmente integra vários projetos enquanto “sideman”, como “Marta Rodrigues Quinteto” e “Apophenia” e lidera os seus grupos de música original “Duarte Ventura Trio”, “Godua”, “Trafiklys”, e “Duarte Ventura Quinteto”, o mais recente projeto vencedor do Prémio Jovens Músicos 2023.

Foi no encontro do I.A.S.J. 2023 em Helsínquia que os caminhos dos jovens músicos Iacopo Teolis e Duarte Ventura se cruzaram. Com o desejo de voltarem a tocar juntos, Teolis e Ventura marcam o segundo encontro desta vez em Portugal onde se comprometem a escrever música para um grupo novo. Decidem convidar Demian Cabaud e Marcos Cavaleiro para se juntarem e darem o seu contributo à música escrita pela dupla.

Iacopo Teolis Trompete e composição

Duarte Ventura Vibrafone e composição

Demian Cabaud Contrabaixo

Marcos Cavaleiro Bateria


Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem Teolis / Ventura / Cabaud / Cavaleiro

João Fragoso conheceu AP muito antes de AP ter conhecido João Fragoso.O João recebeu um disco do AP na altura em que começou a tocar contrabaixo e ficou com os ouvidos colados. O AP conheceu o João quando, há dois anos, este veio viver para o Porto, no local de encontro habitual que é a Porta-Jazz. Esta será a primeira vez que tocam juntos e só no final vão ter a certeza do que se pode esperar deste encontro.

João Fragoso Contrabaixo

AP Guitarra


Maus Hábitos

R. de Passos Manuel 178 4º Piso, 4000-382 Porto


Entrada Livre

As noites de sexta-feira começam com um concerto que dá o mote à jam session, aberta a todos os músicos que queiram vir participar neste movimento. Ligado à tradição como ponto de partida para os diversos percursos da música improvisada e do jazz contemporâneo, este encontro semanal é um ritual antigo, sempre novo, sempre diferente.

João Ferreira Piano

Joaquim Festas Guitarra

João Alves Bateria


Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem Jam hosted by João Ferreira

Este repertório surge de uma reflexão sobre o valor dos limites na arte como ferramenta de denúncia e transgressão. Sobre a utilização concreta dos limites na composição como dispositivo de emancipação. Aqui, a música escrita é entendida como um bloco de matéria bruta onde cada membro é chamado a descascar, dobrar ou soldar noutro.

Concebidas como uma instalação “móvel-sónica”, as peças desenvolvem-se em módulos de tecelagem que orbitam uns sobre os outros. Estruturas rítmicas ou texturas abstratas são usadas alternadamente para delinear e distorcer paisagens sonoras intensas. Cada secção é pensada como uma pequena caixa de brinquedos de conceitos onde os músicos são levados a escolher, alterando assim a direção geral da performance.

É a ideia de uma música consciente de si própria onde a ação e a espontaneidade prevalecem; onde as repetições e os reaparecimentos temáticos parecem quase contingentes e não constituem uma exigência estética, mas mais um déjà vu ou uma ténue recordação alterada pelo tempo e pela interação. Se são recorrentes, cada motivo mudou, adquiriu uma nova forma, nada se dissolve completamente na energia da atuação, mas nada permanece igual.

Para mim, compor desta forma é como criar "protagonistas", com personalidades complexas e versáteis, capazes de mudanças de humor e sensíveis ao seu ambiente, mas sem os constranger a uma narrativa pré-determinada; deixar que os acontecimentos e a decoração se formem de acordo com a imaginação do músico. É a construção de uma plataforma onde os limites determinados pelas composições se transformam num recreio para celebrar o "espírito de aventura" e o imediatismo.

Tendo trabalhado com Samuel e Rémi numa constelação de diferentes conjuntos e géneros nos últimos 9 anos, este novo trio centrou-se na natureza acústica e percussiva dos seus instrumentos. Colocando a tónica na ambiguidade e no mistério dentro da considerável quantidade de estrutura em que a música se baseia, tentando dar aos músicos, bem como ao próprio material, total autonomia dentro das peças, permitindo assim que a fronteira entre "texto" (como na música escrita) e "iniciativa" (como na interpretação e improvisação) seja reduzida a uma linha tracejada ou mesmo, por vezes, erradicada.

Rémi Ploton Piano

Samuel Mastorakis Vibrafones

Tancrède D. Kummer Bateria e composição


Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem Forges

"No mundo atual, toda a nossa vida desenrola-se a um ritmo estonteante, com uma quantidade enorme de responsabilidades e afazeres que o dia-a-dia nos obriga. Numa tentativa de romper com toda a parafernália de vivências mal vividas, escrevi um conjunto de temas com uma conexão espiritual forte, com o intuito de transmitir à audiência um claro clima de tranquilidade, procurando absorver cada harmonia e melodia a seu tempo, como se o relógio, por uns breves momentos deixasse de contar os segundos, e nós, seres humanos, voltássemos a apreciar cada respiração, cada som, cada pensamento, sem medo de que a vida possa acabar a qualquer instante."

João Próspero Contrabaixo

Rogério Francisco Vibrafone


Maus Hábitos

R. de Passos Manuel 178 4º Piso, 4000-382 Porto


Entrada Livre

Nesta Masterclass, o trio pretende tocar e dispõe-se a explorar de perto segmentos das composições e dos métodos improvisacionais que usa. Dinâmicas de secção rítmica, a sua interação com o/a solista, detalhes do trabalho de trio de guitarra, micro-ritmos, modulações métricas pouco convencionais são tópicos muito presentes que podem interessar aos participantes desta masterclass.

Haverá tempo para perguntas acerca de qualquer tópico que interesse aos participantes. Recomenda-se a escuta do álbum "ENTER THE sQUIGG" (Cleanfeed, 2022) para a maior fruição possível desta masterclass.


Entrada Livre

Inscrições producao.portajazz@gmail.com

Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem Materclass Enter the Squigg

Mané Fernandes é um guitarrista, compositor e improvisador criado e radicado no Porto.

Faz parte de uma ampla cena musical experimental a que gosta de chamar de “Estética Pós-Beat”.

O encontro da tradição do “Jazz” (#BAM) como fonte sempre inspiradora de profundidade e verdade, com os novos sons e metodologias da música eletrónica é onde ele encontra o seu espaço. Aqui os parâmetros são esticados, as regras estabelecidas para logo serem quebradas, cultiva-se a criatividade e brinca-se com a transcendência.

O seu som é fresco na cena europeia, inspirando-se na improvisação espiritual profunda, na música beat e no Boom Bap dos anos 90.

Este projeto, nascido em Copenhaga, numa casa “colectivo hippie” dos anos 70, apresenta-se em versão trio com Luca Curcio (IT) no contrabaixo, Simon Olderskog Albertsen (NO) na bateria.

Com a sua própria linguagem rítmica e conceptual, Mané Fernandes, explora o universo dos micro-ritmos, muito influenciado por Malcolm Braff e sua “Teoria Geral do Ritmo”.

Mané Fernandes Guitarra, pedais de efeito e composição

Luca Curcio Contrabaixo

Simon Albertsen Bateria


Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem Enter the Squigg + Jam Session

As Residenciais Porta-Jazz surgem como um incentivo aos músicos da comunidade a criar algo novo. Oferecendo durante uma semana um espaço e equipamentos que possibilitem a criação e desenvolvimento da música que está a nascer.

Em Abril o convidado é o saxofonista João Paulo Silva. Com forte ligação à Associação, vem apresentar-se juntamente com Miguel Meirinhos no piano, Gonçalo Sarmento no contrabaixo e Antón Quintela na bateria, músicos que escolheu para interpretar a sua nova música.

João Paulo Silva Saxofone

Miguel Meirinhos Piano

Gonçalo Sarmento Contrabaixo

Antón Quintela Bateria


Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros
Imagem João Paulo Silva

As sessões Eureka! Serão eventos comunitários/voluntários/exploratórios sob a forma de um micro-festival que tem lugar numa tarde de domingo, na Porta-Jazz. O objectivo é a apresentação pública de uma sequência de projectos de natureza experimental, que podem ser de música mas também de outros domínios artísticos ou cruzamentos disciplinares, sob égide de um tema comum. Pretende-se suscitar o debate, a colaboração, a inspiração mútua, a ligação a outros mundos e conhecimentos, o florescimento das artes, tanto entre os participantes como juntamente com o público. O ambiente é informal e há comes e bebes.

"A história repete-se"

Como o si-bemol de um trompete percorrendo o espaço do auditório, também a história se preenche de ressonâncias.

O passado oferece pelo menos o benefício da clarividência, alertando para os perigos que, outrora ocultos, agora já não apanhariam ninguém de surpresa. Mas, como se sabe, "a história repete-se", e isso é assim porque as suas lições, afinal, não são tão imediatas de aprender. Os tempos históricos são bem maiores do que os tempos do ciclo das nossas vidas—e, já agora, os tempos da música bem menores. Comparado com o déjà vu que nos apanha fugaz no momento mais vulgar do quotidiano, o passado dos pequenos e grandes movimentos sociais ressoa-nos constantemente ao ouvido, como o si-bemol de um trompete percorrendo o espaço do auditório, mas a verdade é que não o escutamos. Assim, as civilizações florescem para depois caírem, para depois reflorescerem, etc., numa oscilação que só não será eterna porque hoje o perigo de queda é cada vez mais crítico, "existencial", como se ouve dizer.

Como a história percorrendo o tempo, também a música se preenche de repetições.

Alternam-se verso e refrão, desenrolam-se os motivos, os ciclos da batida deixam o corpo em transe, o espírito busca o conforto nas terminações expectáveis das cadências, as tradições mais antiquadas já foram em seu tempo vanguardas, renascem depois em movimentos "retro", vão mudando, ficando tudo igual.

Enquanto se celebram os 50 anos de Abril voltamos a ouvir, odiosas, as negras ressonâncias da opressão. Se a história se repete, com que vozes podemos clamar, exprimir, intervir, embalar-nos na placidez de um eterno retorno ou resistir e quebrar-lhe os ciclos? Como repercutir em sons os padrões de recorrência do mundo?

Espaço Porta-Jazz

Praça da República 156, 4000-291 Porto


5€ / 3€ Membros (doação sugerida)

Membros

Luis Nacht e Demian Cabaud seguem uma premissa de Kandinsky: “Não devemos tender à limitação, mas à libertação, pois só a liberdade nos permite acolher o futuro”. É com esta perspetiva de reinvenção e improvisação que estes dois amigos concebem a vida e partilham uma visão musical de liberdade em que a improvisação é predominante, percorrendo inesperados caminhos entre os espaços da ordem e do caos, do concreto e do abstrato, do sossego e do desassossego.

Demian Cabaud Contrabaixo

Luís Nacht Saxofone


Maus Hábitos

R. de Passos Manuel 178 4º Piso, 4000-382 Porto


Entrada Livre

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