Programação (PT) Program (EN)

Entrada Livre

Os bilhetes (máximo 2 bilhetes por pessoa) devem ser adquiridos no próprio dia, na bilheteria do Palácio de Cristal:

23 Julho: 19h00-22h00

24 e 25 Julho: 9h30-12h30 + 15h30-22h00

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cartaz 11º Festival Porta-Jazz
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FESTIVAL PORTA-JAZZ 2021

“Da janela saem pássaros” é o lema do décimo-primeiro Festival Porta-Jazz.

Um lema que é um retrato fiel da reacção desta Associação às contingências provocadas pela pandemia que nos assolou, mas que serve, também, para sintetizar o princípio que se esconde por detrás de um profícuo trabalho, de mais de uma década, que tem deixado a sua marca no tecido criativo da cidade e contribuido, decisivamente, para o seu reconhecimento internacional.

“Da janela saem pássaros” porque, num ano em que a arte ficou confinada e em que quase toda a música ao vivo ficou em suspenso, tentando substituir o calor do encontro pela distância, impessoal, dos “Live-streams”, a Porta-Jazz fez destas limitações a sua força. Convidando 39 músicos a transformarem o seu lar em estúdio para lançar o álbum “De Porta Aberta”, mantendo a edição regular de discos que a tem distinguido e que, em 2020, se reflectiu em onze belos álbuns. Estimulando o espirito comunitário que a move, com a montagem de uma tenda, no Quintal da sua sede, que contou com a mão de obra de algumas dezenas de músicos, que viriam a assegurar a costumeira regularidade dos espectáculos promovidos pela associação, desta vez ao ar livre, com total respeito pelas normas sanitárias em vigor. E estabelecendo novas parcerias, de forma a manter a actividade dos seus músicos e técnicos, gerar novas oportunidades de trabalho que incentivassem a motivação artística dos seus projectos e prosseguir a sua missão na formação e fidelização de público.

Porque é assim que o Jazz deve ser vivido.

Promovendo pontes entre a arte e a comunidade, convívios entre sensibilidades diversas que, estimuladas por um espírito de partilha, aberto, permeável e mutável, mantém a criação em constante movimento, neste espaço que tem sido a sua casa.

Este Festival será isso mesmo: a extensão natural desta casa.

E os catorze concertos; as encomendas de obras a autores nacionais, como Grilo, Mortágua, Sá Ribeiro e Trocado, e a compositores europeus, como Hristo Goleminov; as parcerias entre a nossa comunidade de músicos e projectos em que se revêm, como o Ensemble Robalo, ou as residências artísticas, como Vazio e o Octaedro, e a aposta em jovens, como Yudit Vidal, paralelamente às diferentes propostas estéticas que daí resultam e que vão do Jazz mais tradicional à mais pura e livre Improvisação, passando pela Música Contemporânea ou por caminhos apoiados no Groove, a interacção de talento local com gente dotada, oriunda de outros pontos do país e do estrangeiro, de olhos postos na edição, são apenas a concretização anual de toda esta militância, o balanço que serve para lançar o futuro de uma casa que teima em manter-se “de porta aberta” e onde “da janela saem pássaros”.