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cartaz 7º Festival de Jazz de Viseu
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cartaz Jazz ao Relento 2019

Mariana Vergueiro e Pedro Neves reforçam a sua ligação musical a cada novo projeto em conjunto.

Este é um duo mais que provável, no qual as canções, originais e escritas por outros, são apenas o ponto de partida para uma nova perspetiva e para a consolidação de um entendimento imediato entre dois músicos que se cruzaram há uma década atrás. Com o jazz enquanto idioma, a forte base estabelecida pelo piano e as melodias firmadas pela voz, o resultado deste trabalho é intenso e arrebatador tanto quanto é singelo na sua essência. Quando Jobim disse “Só Tinha De Ser Com Você” e Gus Kahn letrou a música de Isham Jones “It Had To Be You” com certeza adivinhavam que momentos assim se iriam concretizar..

Mariana Vergueiro Voz

Pedro Neves Piano


Pousada de Viseu

R. do Hospital, 3500-161 Viseu

foto Mariana Vergueiro e Pedro Neves

Nesta edição, Ricardo Coelho é desafiado a apresentar-se a solo para um concerto inédito e desafiante. Habituado a partilhar o palco com inúmeros músicos, nas mais variadas formações artísticas, surge agora a oportunidade de – através do mundo das percussões e em particular das lâminas – partilhar o seu imaginário musical, singular, mas abrangente, com o público presente.

Ricardo Coelho Vibrafone


Hotel Grão Vasco

R. Gaspar Barreiros, 3510-032 Viseu

foto Ricardo Coelho

Pedro Neves Piano

Miguel Ângelo Contrabaixo

Leandro Leonet Bateria


O trio liderado pelo pianista e compositor portuense Pedro Neves é uma formação de referência no panorama nacional, com os seus membros imutáveis ao longo da última década. Conta com inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro, três discos editados pelo Carimbo Porta-Jazz – Ausente (2013), 05:21 (2016) e Murmuration (2019) – e o seu trabalho aclamado pela crítica especializada, constando invariavelmente nas listas nacionais dos melhores discos a cada novo lançamento.

Murmuration é o projeto mais recente de Pedro Neves e apoia-se no conceito de movimento, aparentemente aleatório, mas rigorosamente organizado, descrito no ar por bandos de pássaros para traduzir a interação musical do grupo. Prevalecem os momentos de improvisação e, com o contributo de Miguel Ângelo (contrabaixo) e Leandro Leonet (bateria) a partir da base escrita, é criada uma narrativa onde se cimenta uma vez mais o carácter lírico proposto pelas composições do pianista.

Pedro Tenreiro DJ set


Pedro Tenreiro nasceu no Porto, em 1965. Começa a passar discos em 81. Nas décadas seguintes passa por locais como o No Sense, a Indústria, o AnikiBóbó, o Trintaeum, o Lux, o Frágil, os Maús Hábitos, o Passos Manuel, o Pitch, o Plano B, o Armazém do Chá, o Café au Lait ou o Pérola Negra, entre muitos outros. Nos últimos anos, tem-se dedicado a fundo, desde o início dos anos 90, ao estudo das várias expressões da música negra, naquela que é, para si, a sua idade de ouro – desde a segunda metade dos anos 50 ao princípio dos 80. Jazz, Rhythm & Blues, Soul, Funk, Disco e Boogie têm um peso importante na sua imensa coleção, atualmente reflectida na rubrica diária que assina na Antena 3: Poder Soul.


Jardins do Palácio de Cristal

R. de Dom Manuel II, 4050-346 Porto

foto Pedro Neves Trio

Foto: Paulo Pinto


André B. Silva Guitarra

Filipe Louro Contrabaixo

Pedro Melo Alves Bateria


The Rite of Trio é uma colaboração musical especial entre André Silva, Filipe Louro e Pedro Alves. Partindo da sonoridade, atitude e conceitos da música erudita - como Stravinsky ou Ligeti - bandas progressivas/punk - como The Lounge Lizards, The Mars Volta ou Dream Theater - ou jazz contemporâneo como Adam Lane, John Hollenbeck ou Craig Taborn - idealizam a sua música como sendo também uma metáfora para a vida plena: infinitamente caótica, complexa, embora poderosa e repleta de amor e humor. O seu álbum de estreia GETTING ALL THE EVIL OF THE PISTON COLLAR! foi editado no final de 2015 pela Porta-Jazz e destacado pela crítica como um dos melhores álbuns de 2015 e 2016 pela jazz.pt, A Jazz Noise e All About Jazz. Reconhecidos pela energia com que se apresentam em palco e já com mais de 60 espectáculos realizados desde 2015, a tour de apresentação deste álbum tem tido uma projecção internacional cada vez maior, com a forte aposta de várias instituições e promotores - Porta-Jazz, JACC, Sons da Lusofonia, Clean Feed, Jazz’Aqui, Arte Institute, Culturgest - dos quais se destacam os concertos no Joe's Pub (Nova Iorque), no Jazz em Agosto (Lisboa), Jazzahead (Bremen), 12 Points (Dublin) e Festival de Jazz de Ljubljana (Eslovénia). A Time Out colocou o disco na lista de 13 discos indispensáveis do Jazz Português e a Jazz.pt na lista dos 75 discos essenciais do Jazz Made in Portugal.

Para este concerto The Rite of Trio, irão apresentar uma proposta inédita, sem passar pelo repertório do álbum de estreia. Os instrumentos talvez sejam reinventados.

Luca Massolin DJ set


Luca Massolin é músico e aficionado do formato vinil e da cassete, o que o levou a criar, em 2002 a editora 8mm records, focada em edições limitadas de música free jazz e improvisação. Em 2017, lançou o álbum conceptual "Futura" e em 2009 fez a música para o ultimo espetáculo da Merce Cunningham Dance Company em Madrid. Para o seu dj set no Porta-Jazz ao Relento traz as referências musicais apontadas aos pioneiros da música eletrônica, rock dos anos 70, free jazz com elementos de psicodelia e minimalismo.


Jardins do Palácio de Cristal

R. de Dom Manuel II, 4050-346 Porto

foto The Rite of Trio

Foto: Raquel Lemos - Mínima


João Mortágua Saxofone Alto e Soprano

José Pedro Coelho Saxofone Tenor

Miguel Moreira Guitarra

José Carlos Barbosa Contrabaixo

José Marrucho Bateria


“Dentro da Janela” é o disco mais recente de João Mortágua, gravado em 2019 com Carimbo Porta-Jazz. Segundo a crítica, este disco vem confirmar a força criativa e originalidade de Mortágua, num disco sólido e cheio de surpresas.  Sobressaem influências como a música improvisada, o novo rock, o jazz europeu ou até a EDM. Depois do Teatro S. Luiz e da Casa da Música, o quinteto apresentou o álbum no CAA (Águeda) e no Liceu Camões (concerto Antena 2).

José Marrucho & João Guimarães DJ set


Dois músicos do Porto que fazem parte do movimento Porta-Jazz e que partilham, nesta noite, algumas das suas referências e novas descobertas na área do jazz.


Jardins do Palácio de Cristal

R. de Dom Manuel II, 4050-346 Porto

foto João Mortágua

Foto: Amaral Moreira


Hugo Caldeira Trombone

José Pedro Coelho Saxofone Tenor

João Grilo Piano

Demian Cabaud Contrabaixo

Marcos Cavaleiro Bateria e Bombo Leguero


Tanto na parapsicologia como na música, uma experiência de aparição é uma experiência anómala caracterizada pela aparente perceção de uma entidade sem que haja qualquer estímulo material para tal percepção. Este é o terceiro disco de Demian Cabaud gravado com Carimbo Porta-Jazz, depois de “Astah” em 2017 que recebeu a atenção da revista americana Downbeat, e “A Terra é de Quem a Trabalha” uma co-autoria com o contrabaixista Sueco Torbjörn Zetterberg. Demian é um dos contrabaixistas mais ativos em Portugal, tendo sido destacado como o melhor contrabaixista nacional em 2018, pela Jazz.pt.

Senhor Guimarães DJ set


Nasceu em Guimarães (Portugal) em 1951. Durante 30 anos, estudou, foi à guerra e emigrou; em 81 chegou ao Porto por onde andou a ser professor mas a pensar noutras coisas: 1985 Anikibóbó, 2004  Passos Manuel. É António mas chamam-lhe Becas e como Dj é um «Senhor».


Jardins do Palácio de Cristal

R. de Dom Manuel II, 4050-346 Porto

foto Demian Cabaud

Foto: Adriana Melo - Mínima


Jeffery Davis Vibrafone

Óscar Marcelinho da Graça Piano

José Soares Saxofone Alto e Soprano

Francisco Brito Contrabaixo

Mário Costa Bateria


Jeffery Davis Quinteto foi concebido, primordialmente, devido à necessidade de Jeffery Davis se exprimir como compositor e com o intuito de demonstrar que o vibrafone pode ser utilizado de forma inovadora num contexto de ensemble e de composição. A sua utiização enquanto instrumento melódico mas, igualmente, como harmónico é aquilo de define, em grande parte, a sonoridade do projeto. Os membros deste quinteto de jazz foram cuidadosamente selecionados devido às suas características sonoras, harmónicas e melódicas.Os temas escritos, por Jeffery Davis, para este ensemble denotam uma profunda influência da música de câmara erudita e do jazz; mesmo dentro do jazz há uma tentativa de usar um estilo harmónico mais moderno e sofisticado com uma base de groove muitas vezes inspirado no swing e em estilos mais tradicionais. A totalidade da música tocada pelo grupo apresenta-se com uma forte componente programática baseada na pintura e, principalmente, na literatura nomeadamente em Hermann Hesse e Ernest Hemingway (alguns dos temas chegam a ser verdadeiros resumos musicais das obras destes escritores, retiradas da imaginação do compositor).

Marcos Cruz DJ set


Embora tenha nascido em 1972, só a partir de meados dos anos 80 é que o Marcos começou a comprar música. Até aí viveu um bocado inibido pela irmã mais velha, que achava azeiteiro praticamente tudo de que ele gostava. E em muitas coisas tinha razão, diz o Marcos. Foi, porém, com a chegada dos anos 90 que abriu o baú da música negra. Um pouco à boleia do acid jazz sentiu a vontade de mergulhar mais a fundo tanto no jazz como na soul, o que depois o levou ao disco, ao hip hop, ao techno, ao house, até ao drum’n’bass, mas sobretudo ao funk, que foi a sua área de especialização durante quase todo o tempo que passou discos, cerca de 12 anos. Entretanto, nasceu a sua filha e há uma década que não se vê nos discos, a não ser os do fogão. O convite da Porta Jazz é, por isso, especial. Espera o Marcos que seja bom para todos.


Jardins do Palácio de Cristal

R. de Dom Manuel II, 4050-346 Porto

foto Jeffery Davis