EUREKA! #12 [Reféns da Produtividade e da Eficiência] 13 de Setembro

Eureka! #12  Reféns da Produtividade e da Eficiência
 
10 dicas para ser mais produtivo. Como cultivar a auto-disciplina e manter-se focado. A melhor app para organizar as tarefas diárias. Atitude positiva, energia, melhoria pessoal e, acima de tudo, sucesso! A produtividade é um imperativo social, a ética do trabalho segue o modelo moral da cigarra e da formiga. Mas simultaneamente, a autonomia pessoal e a valorização do próprio tempo tornam-se mais importantes do que o emprego ou o crescimento económico. Talvez se possa fazer mais com menos. Em cima da mesa: semana de quatro dias, rendimento básico universal. A automação promete desonerar-nos dos trabalhos desagradáveis. Há ainda a esperança de que alterações na forma como as sociedades estruturam a produção e o consumo constituam uma resposta necessária à emergência climática. Mas enquanto glorificamos os que são superactivos e ultraprodutivos, será que um dia deixaremos de ser torturados pelo amor furioso pelo trabalho, para gozarmos a preguiçosa liberdade de ter um livro para ler, e não o fazer?
 
CAMILA NEBBIA Saxofonista argentina sediada em Berlim, é também compositora, improvisadora, artista visual e curadora. Descrita pela publicação Jazz.pt como “uma saxofonista essencial do nosso tempo”, a artista multidisciplinar constrói a sua prática através da criação e destruição de memória de arquivo, explorando os conceitos de identidade, migração e memória através do seu trabalho. O seu mais recente álbum a solo - 'una ofrenda a la ausencia' (Relative Pitch Records) - foi descrito pelo NYC Jazz Record como um 'álbum inatamente humano e pessoal, surpreendendo os ouvintes com uma abordagem apaixonada ao jazz'. Tocou e gravou com muitos artistas da cena internacional como Marilyn Crispell, Michael Formanek, Angelica Sanchez, Randy Peterson, Tom Rainey, Patrick Shiroishi, Vinnie Sperrazza, Katt Hernandez, Kenneth Jimenez, Lesley Mok, Susana Santos Silva, Elsa Bergman, l' Ar collective of Lyon, Joanna Mattrey, Vincent Dromowski's Flow regulator, Kit Downes, Andrew Lisle, John Hughes, entre outros. Cofundadora, juntamente com Maria Grand e Marta Sanchez, da editora discográfica independente Lilaila. Co-curadora do festival interdisciplinar “Guillotina‘’ em Buenos Aires, e curadora da série de concertos em streaming ‘A door in the mountain’. É curadora da série “Dis gured Rivers”, com sede em Berlim, e faz parte da equipa curatorial da série de música experimental Future Bash Reloaded. Parte dos seus projectos são: Nebbia/Downes/Lisle “Exhaust” com Kit Downes & Andrew Lisle, Camila Nebbia & Angelica Sanchez Duo, trio com Vinnie Sperrazza & Michael Formanek, Camila Nebbia's The Hanged One sexteto, entre outros.
 
JOSÉ SOEIRO Sociólogo, professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigador do Instituto de Sociologia da UP, tem-se dedicado aos temas do trabalho, dos cuidados, da cultura e da ação coletiva. É fundador e membro da comissão de redação da "Que Força É Essa?" - revista sobre os mundos do trabalho.
  
JOANA MORAES (colaboração com a Musgo Companhia) - atriz e encenadora sediada no Porto, é diretora artística da companhia de teatro Musgo, onde explora o devising como metodologia de trabalho, criando peças com texto original desenvolvido ao longo do processo de criação, num diálogo criativo íntimo entre todos os elementos da equipa. Para as suas criações partem de um conceito específico, um espaço, objetos, músicas ou a junção destes ou outros elementos. Todo o trabalho desenvolvido tem ido ao encontro de uma poética humana, refletindo as suas forças e fragilidades numa dimensão tão profunda quanto humorística. “Gostava de ter um periquito...” (2011); “A casa de Georgienne” (2012); “Eldorado” (2013 Bolsa Fundação Caloustre Gulbenkian); “Nó” (2014); “Sexta” (2015 co-produção Tetro Rivoli); “Revelário” (2016); “BREU” (2019 co-produção TNSJ); “PIO” (2019); “Ninguém pára a minha bicicleta” (2021); “Algo Azul” (2022); “Apeadeiro” (2023); “Centema” (2024). Ainda no Musgo entrou no espetáculo “Do outro lado” (2018), encenado por Sara Costa; escreveu o texto dramático e interpretou o espetáculo “Uma Casa”, com direção artística de Pedro Frias e Marta Lima (2021). É professora de teatro no Conservatório de Música do Porto desde 2005, onde dirige o Estúdio de Ópera. Colaborou com os serviços educativos do TNSJ, da Orquestra de Jazz de Matosinhos e da Fundação da Casa da Música. Em Setembro de 2012 lança, pela editora Eucleia, o livro de poesia “Um punhado de histórias mais ou menos lamechas”.
 
Eureka! – eventos comunitários e exploratórios sob a forma de um micro-festival que tem lugar numa tarde de domingo, no Espaço Porta-Jazz, com performances, oficinas e apresentações/conversas orientadas por convidados de relevo, tudo sob égide de um tema único a cada sessão. Pretende-se suscitar a reflexão, o debate, a colaboração, a inspiração mútua, a ligação à academia, à ciência, à economia, o florescimento das artes, juntando participantes e público, em ambiente informal, com lugar a convívio, comes e bebes.
 
 
Doação sugerida de 8€ (associados: 4€)
 

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Eureka! – eventos comunitários e exploratórios sob a forma de um micro-festival que tem lugar numa tarde de domingo, no Espaço Porta-Jazz, com performances, oficinas e apresentações/conversas orientadas por convidados de relevo, tudo sob égide de um tema único a cada sessão. Pretende-se suscitar a reflexão, o debate, a colaboração, a inspiração mútua, a ligação à academia, à ciência, à economia, o florescimento das artes, juntando participantes e público, em ambiente informal, com lugar a convívio, comes e bebes.

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