CORETO – Aljamia

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SAXOFONES: João Pedro Brandão, José Pedro Coelho, Fernando Sanchez, Rui Teixeira
TROMPETES: Ricardo Formoso, Susana Santos Silva
TROMBONES: Daniel Dias, Andreia Santos
PIANO: Alexandre Dahmen
CONTRABAIXO: José Carlos Barbosa
BATERIA: José Marrucho

O CORETO é formado por 11 elementos da nova geração de músicos sediados no Porto, cujas actividades individuais são já reconhecidas na cena jazzística Nacional.

O grupo surge no coração da Associação Porta-Jazz com o objectivo de criar um “espaço” para a exploração e concretização de um repertório original e experimental, proveniente das mais variadas fontes criativas que emergem no Jazz em Portugal.

O arranque deste projecto é dado com música de João Pedro Brandão que, após um estudo dedicado à Música Tradicional do Mediterrâneo, explora elementos e conceitos a esta ligados, sem nunca esquecer o motivo porque esta música é feita – o Jazz.

“Existe sempre um risco quando o trabalho artísitico resulta de um estudo académico. O risco reside do facto de o projecto artístico ter que reflectir o estudo teórico, podendo desta forma, condicionar a liberdade criativa e o fruir do acto composicional.
Neste trabalho João Pedro Brandão consegue, sem dúvida, transformar o aparente condicionalismo numa força agregadora capaz de colher o melhor dos dois mundos, oferecendo em cada um dos temas uma viagem pelos sons do Mediterrâneo. Técnica e criatividade são combinados de forma equilibrada num resultado final supreendente.”

-Carlos Azevedo (pianista, compositor)-

“…Brandão’s modus operandi is based around constant thinning and thickening—juxtaposing singular elements against one another, and mixing light with dark…
…Though still at an early stage as a cooperative unit, this album is a good indication that the association has the potential to do for its scene what the Brooklyn Jazz Collective has done on the other side of the pond: pool its resources to create intriguing music that bonds its members together as a group, but highlights its unique personalities….
…Odd combinations, like flute against bass (“Kalenderi”), seem completely normal in Coreto’s world, which thrives on the unexpected. While this band seems at home in moody environs, whether creating busy cross-melodic traffic or simply exploring a minor key arena, it’s also capable of creating extreme beauty and joyous affairs. The luxuriant harmonies at the outset of “Aeroporto” are ambrosia for the ears, while “Danças a Leste” is an outright aural party….”

– DAN BILAWSKY in “All About Jazz” (http://j.mp/WC4CHR)

“…The learned quality of Brandão’s six compositions for Aljamia bears witness to this wealth of inspiration, but the record is not a visit to an ethno-musicological museum where the pieces of the musical mix are dissected under glass. The many musical strands of Brandão’s passion remain as intertwined here as they do in the best examples of living, breathing music on both shores of the Mediterranean…
…The performances are rhythmically and dynamically complex and pleasing…
…Long performances make room for some fine solos: trumpeter Susana Santos Silva‘s suitably Arabic-informed intervention on the opening “Kalenderi”; Brandão on alto sax on the gentle “Aeroporto”; and bassist José Carlos Barbosa on “Ensaio Primeiro.”
…The record is attractively packaged, with an especially-appreciated accounting of who is soloing where. Excellent marks all around….”

– JEFF DAYTON-JOHNSON in “All About Jazz” (http://j.mp/Y2Czre)

“esta pequena orquestra …interpreta um conjunto de 6 temas originais de João Pedro Brandão, que aqui se revela como compositor e arranjador de pleno direito.
…partindo de um pressuposto académico de estudo de influências mediterrânicas para a criação de reportório jazzístico, resulta num objecto cativante, equilibrado, conjugando o ”melhor de dois mundos”. Estas influências, entendidas de forma abrangente e claramente perceptíveis em temas como “Kalenderi” ou “Danças a Leste”, servem como impulsos criativos a que o grupo e os solistas reagem com personalidade própria num disco que surpreende tanto pela qualidade geral da composição e da prestação rigorosa do ensemble, como pela inspiração e pertinência dos solos e momentos improvisados …
…globalmente, este é um disco que denota uma maturidade invejável e o seu carácter completamente acústico é um elemento “refrescante”.
Um notável primeiro lançamento que reforça o significado e a importância da Associação Porta-Jazz e destes músicos em concreto na renovação ou refundação do jazz português…”

– João Martins – in jazz.pt, vol. 44 (http://canal180.pt/2012/10/04/aljamia-pelo-coreto-porta-jazz/)

“…João Pedro Brandão inspira-se na música tradicional do Mediterrâneo – objecto de estudo do saxofonista -, para compor algumas das mais belas peças que me foi dado ouvir nos últimos tempos. Com um engenho insuspeitado, Brandão revela-se um exímio organizador da massa sonora que os oito sopros e a sólida secção rítmica lhe autorizam…
… tenho alguma dificuldade em evidenciar uma ou outra das composições do disco, pois unidade e consistência são outras das suas características. 
Num momento em que todos os dias surgem vedetas, se outra coisa Aljamia comprova, é que o trabalho porfiado, a humildade, a par de uma mente aberta e o gosto pela música, compensam. Juventude, perseverança, entusiasmo, são os segredos da frescura de Aljamia…”

– Leonel Santos – in jazzlogical.net (24 de Julho 2012)

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